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ACIMA sedia reunião por representatividade política no Extremo Oeste

sexta, 27 de fevereiro de 2026

Na noite desta quinta-feira (26), um encontro estratégico promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico de Medianeira (CODEMED) e pela Microrregional 1 da CACIOPAR reuniu lideranças políticas, empresários e representantes do agronegócio no auditório da ACIMA. O objetivo foi debater, de forma direta e propositiva, o descompasso entre a força econômica do Extremo Oeste do Paraná e o baixo volume de investimentos públicos destinados à região — cenário atribuído principalmente à limitada representatividade política nas esferas estadual e federal. 
A discussão concentrou-se na necessidade de unificação do voto regional como estratégia para ampliar a presença do Extremo Oeste nos espaços de decisão. Atualmente, a dispersão de votos para candidatos de outras regiões tem dificultado a eleição de representantes comprometidos com as demandas locais.
Formado por 18 municípios, o Extremo Oeste depende de maior articulação política para conquistar cadeiras legislativas capazes de defender seus interesses e garantir a destinação de recursos estruturantes para infraestrutura, desenvolvimento e qualidade de vida.

Dados apresentados pelo CODEMED e pela Micro 01 da CACIOPAR

Durante o encontro, os dados técnicos foram apresentados pelo CODEMED e pela Micro 01 da CACIOPAR, evidenciando a relevância econômica do Extremo Oeste e, ao mesmo tempo, a baixa proporção de investimentos recebidos. A apresentação reforçou a importância de eleger  representantes nas esferas estadual e federal que estejam alinhados às demandas do município e de toda a região.
Com um PIB de R$ 33,3 bilhões, o Extremo Oeste responde por 5% de toda a riqueza produzida no Paraná. Se fosse um único município, seria a quarta maior economia do Estado, superando cidades como Londrina e Maringá. 
Entre 2022 e 2025, a região recolheu R$ 23,2 bilhões em impostos. Ainda assim, o volume de investimentos estruturantes não acompanha essa contribuição.
Outro dado apresentado aponta que, entre 2019 e 2025, o total de verbas empenhadas por meio de deputados estaduais para a região foi de R$ 130.841.550,19. Considerando a população de 593.679 habitantes, o valor representa R$ 220,39 por morador ao longo de seis anos — indicador considerado aquém do potencial econômico regional.

Onde há representatividade, há investimentos

Durante o encontro, foram citados exemplos de municípios que possuem maior articulação política e, consequentemente, concentram investimentos expressivos.
Em Cascavel, destacam-se obras como a 3ª etapa da marginal da BR-277, o Programa Asfalto Novo com 34 km de pavimentação, a revitalização do Ecopark Santa Cruz, melhorias no Autódromo Internacional, pavimentação rural, o Centro de Convenções do Oeste, intervenções no Trevo Cataratas e duplicações na BR-277, investimentos no aeroporto e obras em escolas do IFPR.
Já em Maringá, os investimentos incluem a duplicação do Contorno Sul, duplicação da PR-317 (Maringá a Iguaraçu), viadutos na região metropolitana, Trevo do Catuaí, pavimentação urbana, mais de 9 mil moradias populares, o Parque Tecnológico Industrial da Saúde e a expansão da rede de gás canalizado.

Mobilização regional

O questionamento levantado foi direto: por que o Extremo Oeste, com tamanha força econômica, não recebe investimentos na mesma proporção?
Ao final do encontro, as lideranças defenderam uma mobilização suprapartidária e estratégica, com foco na eleição de representantes comprometidos com os interesses do município e de toda a região. A avaliação é de que somente com maior representatividade política será possível transformar potencial econômico em desenvolvimento regional efetivo, garantindo que os recursos gerados retornem em forma de obras, infraestrutura e qualidade de vida para a população.

 

Fonte: ACIMA

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